Conceito de Reino Fungi

Reino-FungiPara entender a natureza em seu conjunto o ser humano criou uma estrutura de divisão para os seres vivos. Na atualidade existem seis tipos de classificações: Archaea (microrganismos unicelulares), Bactéria (microrganismos procariotas), Protista (eucariotas unicelulares), Plantae, Animalia e o Reino Fungi, este formado por fungos.

Foi o naturalista e ecologista Robert Whitaker quem diferenciou pela primeira vez o reino Plantea do reino Fungi. Utilizou o conceito fungi porque esta palavra significa fungo em latim (também pode ser chamada de reino eumicota). Além de classificar estes organismos, é estudada pela ciência chamada micologia.

Os fungos são organismos eucariotas, entre os quais estão os bolores, as leveduras e os cogumelos. Uma das diferenças básicas entre os fungos e as plantas consiste no fato de que os primeiros têm paredes celulares formadas por quitina, enquanto que as plantas contêm celulose. Os fungos são organismos pluricelulares que apresentam cadeias de células específicas: as células hifas.

Os fungos têm algumas particularidades que os diferenciam das plantas e dos animais. Neste sentido, muitos grupos permitem a vida de certas plantas. Por outro lado, favorecem a conservação de alguns habitats como as florestas e as pradarias. Não podemos deixar de mencionar que não realizam a fotossíntese, pois carecem de cloroplastos. Curiosamente, os fungos podem desenvolver-se sobre o cimento, a parafina, o petróleo e vivem como parasitas de outros seres vivos.

Os fungos na história

Historicamente os fungos têm sido “demonizados”, pois alguns deles são tóxicos e mortais. Na Idade Média houve intoxicações massivas causadas pelo consumo de pão de centeio inoculadas pelo fungo ergot, por isso, foram criados hospitais especializados para atender este tipo de paciente (os religiosos crentes em Santo Antônio eram aqueles que cuidavam desses doentes e por este motivo se falava da “febre de Santo Antônio”). Entretanto, o ergot não afetava apenas o ser humano diretamente, mas também as colheitas e o gado (doença conhecida como ergotismo). Paralelamente, o ergot produz a ergotamina, da qual se extrai o ácido lisérgico, mais conhecido por suas siglas LSD (uma das drogas alucinógenas mais potentes).

As formas fálicas de alguns fungos também influenciaram em sua demonização. O mundo dos cogumelos estava associado ao envenenamento, à morte, ao sexo e à loucura.

Aplicações dos fungos

A má imagem dos fungos faz parte da supertição. De fato, não se deve esquecer que alguns deles são antibióticos por natureza, por exemplo, a penicilina. Na vida cotidiana estão presentes em alimentos fermentados como no queijo, na cerveja e no vinho.

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