Conceito de Infecção Nosocomial

NosocomialEm certas ocasiões, o tratamento de determinada patologia precisa de cuidados especiais ou da prática de procedimentos realizados sob a vigilância contínua de profissionais da saúde, o que motiva a hospitalização do paciente. Embora essa hospitalização seja necessária e que permite aumentar a probabilidade de recuperação da saúde do paciente, ela corre o risco do desenvolvimento de uma infecção nosocomial, ou seja, de uma infecção hospitalar.

A infecção nosocomial é conhecida pelo desenvolvimento de um processo infeccioso produzido por bactérias adquiridas no hospital, no curso da hospitalização. Esta é uma complicação que atinge aproximadamente de 7 a 8 em cada 100 pacientes hospitalizados. O surgimento desse tipo de infecção aumenta a possibilidade de desenvolver complicações graves, inclusive a morte.

Os pacientes infetados são portadores de microrganismos que podem ser transmitidos tanto aos profissionais da saúde como a outros pacientes. Além disso, essas bactérias podem contaminar objetos ou instrumentos como móveis, roupas de cama, água, alimentos e inclusive os sistemas de dutos de ar condicionado e propagando-se por diversas unidades da mesma instituição. Estas bactérias ingressam no organismo por via aérea, especialmente quando existem dispositivos que transpassam as barreiras protetoras como é o caso dos tubos endotraqueais e ventiladores mecânicos, através das feridas cirúrgicas, assim como pelas sondas e cateteres.

Diferentemente das bactérias causadoras de infecções nas comunidades, as bactérias hospitalares são mais agressivas por estar em contato direto com diversos medicamentos antibióticos e antissépticos e por desenvolverem resistência aos mesmos, isso torna necessário o uso de antibióticos mais potentes ou combinações desses fármacos por um período de tempo mais prolongado, o que resulta num custo maior para o sistema sanitário. Assim, é necessária a implementação de medidas preventivas a partir do ingresso do paciente na instituição hospitalar.

A infecção nosocomial mais comum é a pneumonia, alcançando 20% de todos os casos, seguidas pelas infecções urinárias, cirúrgicas e das conhecidas como sepse ou septicemia. Menos frequentes podem ser as gastroenterites, as infecções osteoarticulares, cardíacas, genitais, de esfera visual e otorrino. Os principais microrganismos envolvidos no desenvolvimento de infecções nosocomiais são a escherichia coli, o staphylococcus aureus e a pseudomona aeruginosa, também podem ser produzidas por fungos como a candida albicans, a aspergillus e os vírus como rotavírus, vírus da hepatite e enterovírus.

Este tipo de infecção é desenvolvido com maior frequência em idades extremas da vida, como ocorre em crianças e idosos, além de pessoas com doenças crônicas, com alterações no sistema imunológico, em pacientes com câncer ou naqueles que cumprem tratamento com medicamentos esteroides.

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Para citar no seus trabalhos (Norma ABNT):

Infecção Nosocomial. QueConceito. Sao Paulo.
Disponível em: < http://queconceito.com.br/infeccao-nosocomial >. Acesso em: [data-na-qual-o-artigo-foi-visto]

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