Conceito de Dor Crônica

Dor-CronicaA dor crônica é conhecida como aquela dor com mais de 6 meses de duração. Este é um caso particular de dor com características próprias que vão além da discussão do tempo em questão.

A dor é uma experiência ou percepção desagradável para quem sofre, é um sintoma simplesmente subjetivo que não pode ser evidenciado. Apesar desta conotação negativa, a dor é um grande aliado do organismo, pois informa quando algo não está bem e assim sejam tomadas as medidas necessárias para evitar um problema maior.

Isso é o que acontece com a dor aguda, ela é um alerta que precisa de uma solução, por exemplo, a amputação de um membro após a constatação de um trauma ou imobilidade para evitar um problema mais grave. Entretanto, aproximadamente 30% das pessoas que sofrem de alguma dor aguda não admitem e continuam convivendo ao longo do tempo com essa dor até tornar-se crônica.

A dor crônica não tem o mesmo efeito de uma dor aguda, ela é produto de uma lesão das vias nervosas que transmitem sinais de dores até o cérebro. Esta lesão faz com que os nervos continuem transmitindo algum sinal, por essa razão as pessoas que sofrem com alguma dor crônica sentem certos incômodos em forma de sensações como ardência, pontadas, queimação e choques que acompanham a dor.

A transmissão deste tipo de impulso é capaz de originar alterações morfológicas em diversas estruturas do sistema nervoso central relacionado com o processamento dos sinais de dor. Estas alterações são conhecidas como sensibilização central e são responsáveis pela perpetuação da dor ao longo do tempo.

Desta maneira a dor crônica não se origina por certos mecanismos como a inflamação, o uso de medicamentos do tipo anti-inflamatório não tem nenhum sentido em pessoas com este tipo de dor, pois não produzem nenhum tipo de alivio e ainda mais causam efeitos colaterais e pioram a qualidade de vida de quem sofre.

Os mecanismos relacionados com a presença de uma dor crônica são mais químicos, os neurônios afetados são capazes de liberar uma série de neurotransmissores de forma autônoma, ou seja, na ausência de um estímulo se parece como o distúrbio da epilepsia. Por esta razão, os medicamentos empregados no tratamento de uma dor crônica são anticonvulsivantes usados para o tratamento de convulsões, como também os medicamentos neuromoduladores, capazes de modificar a liberação dos neurotransmissores relacionados com a transmissão de dor.

A dor crônica é um flagelo que atinge notavelmente a qualidade de vida de quem sofre e inclusive de sua família, uma vez que vem acompanhada de sintomas associados como a depressão e a insônia. Muitas vezes seu reconhecimento e diagnóstico são tardios e, em certas ocasiões, os pacientes visitam vários médicos até conseguirem o diagnóstico correto, assim ocorre com a Fibromialgia que se relaciona com esse tipo de dor.

Uma vez apresentada, a dor crônica se torna uma doença por si só, independente da doença ou transtorno que lhe deu origem; por essa razão necessita de um tratamento específico que muitas vezes segue por toda a vida ou por longo tempo. Esta condição deve ser acompanhada e tratada por médicos ou clínicas especialistas nessa questão.

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