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Conceito de Beleza




BelezaDas diversas reflexões que sucederam as mudanças na evolução da arte, uma das mais notáveis foi a que se centrava no problematica da beleza. A delimitação dos aspectos que conferiam beleza a uma determinada obra pode ser explorada desde a antiguidade, nas considerações dos sofistas e, posteriormente, nas de Platão e Aristóteles.

Como era de se esperar, estas reflexoes não se esgotaram na prática da arte, mas tenderam a uma reflexão global sobre o problema. Seria pretensioso para não dizer exaustivo contar as diversas nuances que o pensamento sobre a beleza alcançou na aurora da cultura ocidental. Basta notarmos que se impôs o conceito de "harmonia", "ordem" e "simetria" para responder por aquilo em que residia a beleza. Como exemplo, a beleza de um rosto pode estar em manter-se a noção de simetria, enquanto que a de um corpo estaria na proporção que mantem suas partes.

Com a ascensao do cristianismo, a idéia de Deus foi fundamental para caracterizar a estética. Assim, a beleza do mundo sensível consistia em levar a marca da vontade divina caracterizando a ordem presente na natureza que na antiguidade era considerado o substrato da beleza, era a expressão da inteligência do Criador. Assim, por exemplo, uma das formas de São Tomas de demonstrar a existência de Deus consistia em associar a ordem terrena com a vontade de uma consciência superior.

O renascimento, por sua vez, voltou a contemplar o conceito de beleza que predominava na Grécia antiga. A tentativa de respeitar formas e manter as proporções foram revitalizadas e se projetarão expressões artísticas que ainda mantém-se vigentes. Um exemplo claro da importância que se dava a uma forma harmoniosa é a obra " O Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci, que define as proporções humanas.

Indo além das diferenças que o conceito pode ostentar ao longo da história ate a consolidação do Renascimento, cabe destacar que sempre se manteve uma característica fundamental como permanente: a idéia de univocidade. De fato, até agora, o conceito de beleza conduzia a tentativa de descobrir padrões universais, que apesar de ser controverso, implicavam uma noção de absoluto ainda que fosse impensável considerar a beleza como algo socialmente determinada. Será no século XX onde estas perspectivas ganham mais vigor, deixando de lado as idéias da antiguidade e da Idade Média.

Mais uma leitura:

Hoje em dia, vivemos bombardeados de estéticas standard que acreditamos que sejam universais devido aos anúncios publicitários. No mundo, as marcas de produtos de beleza, os cosméticos, são utilizados e apreciados por muita gente e gerando preocupação nos especialistas sobre a perda da diversidade estética.

Para conceituar beleza devemos recorrer a que a beleza é um conjunto de características que deveria reunir um objeto ou uma pessoa para que a sociedade na qual habite considere seu atrativo. O conceito de beleza varia de acordo com as épocas e com a de uma cultura a outra.

Por exemplo: na pré-história o conceito de beleza era muito diferente do que pensamos hoje em dia. Nesta época a mulher era considerada bela de acordo com os cânones da fertilidade, ou seja, seios grandes, nádegas proeminentes e estomago dilatado. No caso dos homens, no entanto, deveriam ser forte e de aspecto atlético para poder sobreviver.

No Egito antigo o cânon de beleza era bastante parecido ao atual. Os homens e as mulheres eram representados na sua versão idealizada, com grandes olhos escuros, figuras esbeltas, corpos morenos e prefeitos, cabelos brilhantes.

Beleza como conceito, é um valor estético subjetivo e também abstrato que os seres humanos percebem com seus sentidos como algo que seja agradável, presente ou ausente, em maior ou menos grau, em tudo o que seja criado, tanto em forma natural como em forma cultural.
Geralmente o belo é harmônico, e deve ajustar-se perfeitamente às pautas que cada cultura aceita como unidas a esse conceito.

A beleza é exatamente contrária à feiura, que desagrada os sentidos e carece de harmonia. Porém devemos saber e ter em conta que ambos vocábulos são expressões subjetivas da linguagem, pelo qual não existe algo realmente belo ou realmente feio, as coisas simplesmente são; as qualidade de beleza ou feiura são atribuídas por quem observam o sujeito em questão.
A beleza se reconhece especialmente pelos sentidos da vista e da audição; um quadro, por exemplo, é bela porque agrada o sentido da vista, e uma música é bela porque deleita nossa audição.
Voltando a outras épocas o famoso filósofo grego Platão, dizia que a beleza é a manifestação exterior do bem, e o estímulo humanos para elevar-se à contemplação do mundo das ideias. Para Platão a beleza era o resplendor do bem e da verdade.

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